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O QUE É UM SISTEMA DE CONTAGEM E PAGAMENTO DE ELECTRICIDADE?

O esboço acima apresentado ilustra um sistema típico. O exemplo acaba por ilustrar um consumidor a fazer um pagamento numa estação de vendas e uma ficha a ser produzida para passar informação respeitante a esse pagamento. Até à data os cartões magnéticos descartáveis de fichas, assim como fichas de base numérica para entrada no teclado do contador, usam o padrão STS para a transferência de informação. A STS fundamenta-se na informação transferida para o contador e a forma como a estação de vendas codifica a ficha com informação.

 

PORQUE FAZER USO DA STS? Tudo quando diga respeito à segurança e também ao factor inter-operacionalidade de equipamento fornecido por fabricantes diferentes acaba por tornar-se crítico para se levar a cabo com êxito uma operação de qualquer sistema de pagamento. A STS responde plenamente a essa preocupação:

Introdução ao STS

Este documento serve de introdução breve à Especificação-Padrão de Transferências.

A STS consiste de um sistema de mensagens seguro para a passagem de informação entre o ponto-de-venda e um contador. Presentemente este sistema está a ser largamente aplicado em sistemas de contagem e pagamento de electricidade. A STS não se limita a esta aplicação (vide secção: ‘Melhoramentos futuros’), porém, devido ao intenso interesse verificado nesta área particular, o presente documento descreve a aplicação à electricidade. A STS é uma especificação da indústria da África do Sul com a descrição *NRS 009-6, secção 6 a 9, e parte 7, e estas estão a ser consideradas para efeitos de publicação como padrões publicamente disponibilizados através do Grupo de Trabalho 15 da IEC TC 13 †.

 

A especificação STS não define quaisquer características físicas (tais como a forma e o tamanho) de um contador pré-pagamento. Importa assinalar que unicamente os seguintes três (3) documentos de especificação são aplicáveis à certificação STS, designadamente: o NRS009-6-6:2002; o NRS009-6-7:2002 e o NRS009-6-9:1997. Quaisquer outros documentos em link no website STS servem unicamente para prestar informações básicas (ou para exemplos de implementação).

O QUE É UM SISTEMA DE CONTAGEM E PAGAMENTO DE ELECTRICIDADE?

 

O esboço acima apresentado ilustra um sistema típico. O exemplo acaba por ilustrar um consumidor a fazer um pagamento numa estação de vendas e uma ficha a ser produzida para passar informação respeitante a esse pagamento. Até à data os cartões magnéticos de fichas descartáveis, assim como fichas de base numérica para entrada no teclado do contador, usam o padrão STS para a transferência de informação. A STS fundamenta-se na informação transferida para o contador – que inclui a forma como a estação de vendas codifica a ficha com informação. 

   

PORQUE FAZER USO DA STS? Tudo quando diga respeito à segurança e também ao factor inter-operacionalidade de equipamento fornecido por fabricantes diferentes acaba por tornar-se crítico para se levar a cabo com êxito uma operação de qualquer sistema de pagamento. A STS responde plenamente a essa preocupação:

 

Segurança

Questões de segurança tornam-se de importância primordial para o fornecedor do Serviço Público, assim como para o consumidor. A utilização do padrão STS evita o seguinte:

  • A produção fraudulenta de fichas através de tentativas ao acaso no sentido de se introduzir o número correcto;
  • A produção fraudulenta de fichas de uma estação de vendas que tenha sido roubada;
  • A produção fraudulenta de fichas de estações de vendas legítimas fora da área do Serviço Público;
  • O uso fraudulento de fichas que já tenham sido usadas;
  • Falsificação de fichas legítimas, como por exemplo, ao ser modificado o seu valor.

A STS oferece a facilidade de produzir, ou gerar, fichas (ex: transferência de crédito) que só podem ser utilizadas pelo contador a que ficam destinadas, e mais ainda, no caso de fichas de crédito, estas só podem ser utilizadas uma única vez no referido contador.  

Para que se chegue ao grau de segurança acima referido, o padrão STS define o seguinte:

  • - A utilização de técnicas de codificação avançadas, escondidas a qualquer altura do consumidor – o sistema é de fácil uso.
  • - A utilização de procedimentos de gestão de chaves muito seguros inclui a forma como as chaves são produzidas e transportadas.
  • - A funcionalidade requerida tanto na estação de vendas como no contador.

Inter-operacionalidade: Os consumidores desde há muito tempo que se vêm confrontados com dificuldades no uso de vários sistemas que acabam por desempenhar as mesmas ou funções semelhantes, mas que não são compatíveis entre si, e também com componentes desses sistemas que não são inter-operacionais com aqueles de fabricantes e fornecedores diferentes.

A STS é um sistema aberto de especificação que define a transferência de fichas, as quais podem ser produzidas num sistema de vendas de qualquer fornecedor, e ser utilizada em contadores compatíveis com a STS de qualquer fornecedor. A funcionalidade na estação de vendas e a resposta dos contadores a certos números de transferências ficam também especificadas, para que seja conseguida a referida inter-operacionalidade – o que permite que os Serviços Públicos possam misturar e harmonizar equipamento de fornecedores da sua escolha.

A Associação assegura a inter-operacionalidade de componentes de sistemas de fabricantes diferentes, ao:

  • Assegurar que fabricantes que sejam membros possam disponibilizar chaves de codificação a outros fabricantes, a pedido do Serviço Público que utilize esse equipamento;
  • Fazer a acreditação e manter uma lista de laboratórios de ensaios (testes) a equipamento que assegurem a funcionalidade STS correcta da do equipamento;  
  • Assegurar códigos consistentes de identidade de fabricantes e números de séries de contadores.

ONDE SE ENCONTRA A STS HOJE EM DIA? Onde começou a STS?

A Especificação-Padrão de Transferências (STS) teve o seu início em 1993 na Eskom (a principal Companhia de Electricidade da África do Sul) devido à necessidade de se desenvolver compatibilidade entre contadores e sistemas de vendas de fornecedores diferentes. Era ainda primordial a necessidade de se assegurar que o sistema fosse suficientemente seguro para se evitarem práticas fruadulentas. Esta iniciativa STS resultou em considerável sucesso, possibilitando que diferentes fabricantes de sistemas de vendas pudessem fornecer fichas / transferências de crédito compatíveis para qualquer contador de padrão STS (de todo um número de fabricantes diferentes).

  

Quão alargado é o seu uso?

Há um vasto número de fabricantes a produzir estações de vendas, contadores, equipamento de gestão de chaves codificado e sistemas completos. Há assim hoje em dia cerca de dois (2) milhões de contadores compatíveis, certificados STS em uso na África do Sul, e há ainda cerca de mil (1000) estações de venda. A nível mundial este sistema é utilizado em muitos países de todos os continentes.   

 

O que é a Associação STS?

Durante o ano de 1997 foi formada a Associação STS para que chamasse a si a tecnologia STS, tratasse da manutenção da necessária infra-estrutura, promovesse a tecnologia a nível mundial e desenvolvesse o padrão, a fim de que este respondesse a emergentes exigências internacionais de funcionalidade adicional.     

Trata-se de uma Associação Sem Fins Lucrativos de membros, lançada pelos seus membros fundadores – a saber: as companhias Conlog (Pty) Ltd., Energy Measurements (Pty) Ltd., Eskom, e a Schlumberger Measurement and Systems (Pty) Ltd.

Os principais factores motivadores da criação da Associação foram os seguintes:

  • - Transferência da responsabilidade da manutenção e melhoramento da STS para os fabricantes;
  • - Permitir que os fabricantes contassem com uma participação sua na STS, assegurando-se assim que apoiassem o uso da STS fora do contexto da Eskom;
  • - A Associação ficaria pois em melhor posição para oferecer serviços de apoio STS a partes interessadas, fora do referido contexto da Eskom.

São estes os objectivos da Associação STS :

  • - A padronização e o melhoramento da STS;
  • - Guias Técnicos;
  • - Testes para Acreditação;
  • - Manter um registro de acreditadores aprovados;
  • - Manter uma lista aprovada de equipamento compatível com a STS;
  • - Gestão de chaves, segurança de chaves, e certificação.
  •  

Adesão à Associação:

Todas as partes interessadas na tecnologia que concordem em participar no avanço de metas e objectivos da Associação são encorajadas a Juntar-se à Associação. As partes interessadas podem ser Serviços Públicos (de abastecimento de electricidade, água, gás, e outros), fabricantes de equipamento de vendas e de contadores, entidades ligadas à padronização, assessores, entidades do mundo académico, e outras entidades envolvidas neste tipo de mercado/tecnologia.

 

Todas as categorias de membros podem influenciar/participar na administração e desenvolvimento futuro da tecnologia.

 

Categorias de aderentes à Associação

A Associação reúne duas (2) categorias de membros (aparte os que são membros-fundadores):

  • Membros Ordinários – aqueles que tipicamente são fabricantes, requerem acesso a tabelas confidenciais e a informação sobre a manufacturação. Estes membros devem firmar um acordo especial que cubra a salvaguarda da confidencialidade de informação.
  • Membros Associados – são aqueles como Serviços Públicos que sejam utentes, entidades do mundo académico, e partes interessadas, que não necessitem de acesso a tabelas confidenciais, nem a informação sobre a manufacturação. Pagam assim um emolumento de associação menor do que aquele pago por Membros Ordinários.

Apropriação da tecnologia

A Associação STS é proprietária da tecnologia STS e fornece licenças a fabricantes para que a utilizem.

 

Segurança

A Associação STS desempenha as funções necessárias que garantem a segurança dos sistemas STS; entre as quais sendo :

 

  • - A obtenção de um acordo por parte de fabricantes sobre as regras relativas ao uso de informação e procedimentos confidenciais.
  • - A aprovação de equipamento e de processos para a produção e a transferência de chaves de encriptação (codificação).

Desenvolvimento futuro

 

Grupos Técnicos de Trabalho para se melhorar a STS, a fim de se satisfazerem as necessidades emergentes dos consumidores.

 

MELHORAMENTOS FUTUROS Funcionalidade Adicional

Fica previsto o desenvolvimento de funcionalidade adicional, como por exemplo: a transferência de informações sobre tarifas e créditos em divisas, ao invés de transferências em Kwh (quilovátios), a utilização da comunicação bidireccional, etc.

 

Novas Aplicações

Em acréscimo à acima citada aplicação de electricidade do Serviço Público, a STS pode ser alargada com facilidade por forma a incluir outros Serviços Públicos, tais como os Serviços de Abastecimento de Gás e de Água. Os números de transferência STS, ao invés de serem averbados manualmente, são transferidos pela via de vários padrões de comunicação, tais como o DLMS.‡(vide parágrafo seguinte)
 

* NRS – O organismo Racionalização Nacional de Padrões (Normas) [The National Rationalisation of Standards] chama a si a responsabilidade da coordenação dos requisitos de consumidores à escala nacional antes destes serem propostos como especificações nacionais. † A IEC – A Comissão Electrotécnica Internacional (The International Electrotechnical Commission) é um organismo internacional que gera padrões (normas) para sistemas de electricidade – o seu Comité Técnico TC13 é responsável pela contagem de electricidade e o Grupo de Trabalho WG15 fica a cargo de sistemas de pagamento. ‡ A DLMS - 'Dispositivo de Especificação de Mensagens em Idioma' é um protocolo que permite a comunicação entre si de contadores e componentes do sistema de contadores de fabricantes diferentes.